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terça-feira, 21 de julho de 2009

Amar...

Deborah Kerr e Burt Lancaster em ''A um Passo da Eternidade'' de 1953



''Eu quero amar, amar perdidamente !

Amar só por amar : aqui... além...

mais este e aquele, o outro e a toda gente...

Amar ! Amar ! E não amar ninguém !


Recordar ? Esquecer ? Indiferente !...

Prender ou desprender ? É mal ? É bem ?

Quem disse que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente !


Há uma primavera em cada vida :

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.


E se um dia hei de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que eu saiba me perder... pra me encontrar...''

(Florbela Espanca)



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